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O papel social da mulher na quarentena

O papel social da mulher na quarentena

O papel social da mulher mudou bastante ao longo dos anos, conforme influência do contexto sócio cultural e econômico.

Da submissão ao protagonismo, em várias situações, continuamos a nos perguntar: Qual o papel social da mulher?

Sabemos que as mulheres têm uma função estruturante nas suas respectivas famílias e na sociedade, seja na criação dos filhos, na sustentação e condução do lar ou na enorme contribuição em outros setores da sociedade.

E na quarentena, como estão as mulheres?

Podemos observar, não só no trabalho da clínica psicanalítica, mas nos vários meios de comunicação, que muitas tarefas acumularam-se para as mulheres com a vinda da pandemia. Temos escutado queixas do quanto estão sobrecarregadas, cansadas, estressadas, culpadas, desmotivadas, aflitas, etc…

O Real se impôs e escancarou algumas situações, trazendo além da sobrecarga de trabalho doméstico e profissional, a desigualdade de gênero, a desigualdade social, o machismo e o risco aumentado de feminicídio.

Frente a este cenário, não basta dizer às mulheres que tudo isto vai passar. Parece que a questão é como tudo isto se apresenta para cada mulher em sua singularidade a para todas em sua coletividade. O que despertou em suas fantasias e sentimentos e de quais recursos internos podem apropriar-se para lidarem, não só com a nova rotina, mas com as exigências internas e externas a que estão submetidas.

Se a mulher tem correspondido a um papel social fundamental e estruturante na quarentena, há que se pensar que recursos tem para isto e que recursos precisará desenvolver e, obviamente a que custo. Se a quarentena tem data para acabar, o percurso da mulher certamente não seguirá este mesmo caminho. Muitas questões vão se abrindo para cada uma e neste sentido, a escuta psicanalítica, em muito poderá ajudar.

Marcia Schaly

Marcia Schaly

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Psicóloga e Psicanalista, graduada em Psicologia pela UFPR, especialista em Psicopatologia da Infância e adolescência e especialista em Psicologia Clínica e hospitalar. Possui 17 anos de experiência em hospital psiquiátrico. É sócia da Associação Psicanalítica de Curitiba. Atende em consultório particular e no laboratório do hospital Evangélico Mackenzie.

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