Meu nome é Cláudia Beatriz Fischer Bernardino. Sou graduada em Psicologia pela PUCPR, pedagoga pelo Instituto Singularidades de São Paulo e pós-graduada em Terapia de Casal e Família pelo Instituto Sedes Sapientiae de São Paulo.
Continuei meu percurso pela psicanálise através do Lugar de Vida, em São Paulo, um centro de educação terapêutica que realiza acompanhamento escolar com crianças e adolescentes com problemas psíquicos.
A clínica psicanalítica é um espaço de escuta e reflexão, onde angústias, medos e sofrimentos podem ser compreendidos e elaborados. Muitas vezes criamos barreiras para não encarar aquilo que nos causa dor, nos sabotamos sem perceber e deixamos que o medo nos impeça de avançar.
Gosto da psicanálise porque ela permite olhar para além daquilo que o paciente consegue ver sozinho. A análise é um caminho construído entre paciente e terapeuta, um espaço onde o sujeito pode falar sobre seus conflitos, seus medos, suas inseguranças e suas dificuldades emocionais.
Muitas vezes, percebemos uma autossabotagem como forma de defesa, em que o sujeito não acredita ser capaz ou não se sente suficiente em seu trabalho, em suas relações ou em sua própria vida. São sentimentos ligados ao fracasso, ao desânimo, à insegurança, ao medo de desapontar os outros e a si mesmo.
Meu trabalho com adolescentes envolve questões relacionadas ao ambiente escolar, familiar e social. É um trabalho desafiador e ao mesmo tempo instigante, pois nos faz refletir sobre questões da infância e da adolescência que aparecem durante as sessões.
A adolescência é um período marcado por conflitos, dúvidas, necessidade de pertencimento, aprovação, reconhecimento e construção da própria identidade. Muitos adolescentes chegam ao consultório carregando sentimentos de angústia, exclusão, insegurança e dificuldades nas relações com os outros.
Frequentemente aparecem questões relacionadas ao bullying, à dificuldade de fazer amizades, ao medo da rejeição e ao sofrimento causado pela necessidade constante de validação.
Muitas vezes, o adolescente busca, através de seus sintomas e conflitos, alguém que possa escutá-lo de maneira diferente, oferecendo um espaço de reconhecimento e acolhimento. A análise pode ajudá-lo a compreender seus sentimentos, construir referências próprias e encontrar caminhos possíveis para lidar com suas dificuldades.
No contexto escolar, muitos adolescentes sofrem por se sentirem diferentes, excluídos ou incompreendidos. Em meu consultório, escuto frequentemente perguntas como: “Por que meus colegas não gostam de mim?” ou “Será que alguém vai gostar de mim algum dia?”. São sofrimentos importantes, que precisam de escuta e acolhimento.
O trabalho clínico busca ajudar o adolescente a se conhecer, compreender suas singularidades e perceber que suas diferenças não diminuem quem ele é. Pelo contrário, fazem parte de sua história e de sua forma única de existir.
Meu trabalho com adultos envolve questões relacionadas à angústia, insegurança, sofrimento emocional, dificuldades nos relacionamentos, medo, desamparo e conflitos que atravessam a vida do sujeito.
Muitas vezes, o sujeito sente que não consegue sustentar suas escolhas, não confia em si mesmo e encontra dificuldades para enfrentar seus medos e conflitos emocionais.
A clínica psicanalítica oferece um espaço de acolhimento, reflexão e elaboração dessas questões, permitindo que o paciente compreenda melhor sua história, seus sentimentos e os modos como lida com seus sofrimentos.
A análise é um espaço onde o sujeito pode falar, ser escutado e construir novas possibilidades diante daquilo que causa sofrimento em sua vida.