O que existe por trás de um vício?
Nem sempre é “falta de força de vontade”. Muitas vezes, é um pedido de socorro silencioso.
Na psicanálise, o vício não é visto como um simples hábito — mas como uma tentativa inconsciente de preencher um vazio, dar conta de algo que foi perdido… ou nunca esteve lá.
Por trás da compulsão, podem estar traumas antigos, dores não ditas, conflitos não resolvidos.
E o vício vira uma muleta: uma forma de suportar aquilo que não se consegue dizer.
A psicanálise não julga. Ela escuta.
Ajuda a entender o que o sintoma quer comunicar — e a construir outros caminhos de vida.
Vício não é fraqueza. É linguagem. E toda linguagem pode ser escutada.
Fale. Busque ajuda. A cura começa quando alguém escuta de verdade.
Atendimentos com o psicanalista Cléber Toledo, agora no coletivo @psisocial.
Por Cléber Toledo