Aceitar que algo acabou, é uma das tarefas humanas mais árduas. Não sabemos lidar com finais, nem queremos aprender, mas intercorrências da vida às vezes se impõem a nossa vontade. Grande parte das pessoas, evita colocar um ponto final em uma relação, principalmente se for de longa data. É comum que haja uma constante expectativa, de que alguma mudança no outro aconteça, para que a relação volte a ser satisfatória como foi um dia.

O término de um relacionamento não decorre de uma decisão repentina, certamente já havia um adeus velado há algum tempo, e já não se sabe mais se a rotina causou desgaste ou o desgaste virou rotina.

Algumas pessoas que permanecem juntas por muito tempo, não conseguem vislumbrar uma vida diferente, sem o relacionamento, o que é mais comum de se perceber com as mulheres. É preciso abdicar de alguns lugares que ocupados, como, esposo(a), parceiro(a), entre outros. Essas posições ocupadas se tornam parte da percepção de si mesmo, e deixá-las é como perder um pouco de si.

A busca por uma explicação pela causa do final, ou tentar identificar onde tudo começou a se perder, pode se tornar um pensamento ruminante, que desorganiza a vida como um todo. Se você está passando por um momento delicado assim, saiba que ser ouvido por alguém que compreenda sua dor pode tornar esse processo menos doloroso.

Afinal, ressignificar sua forma de existir e se posicionar em outros lugares, pode levar tempo e dor, mas a análise pode ser o lugar no qual, recomeçar seja possível.

Por Márcia Costa