Para além das alterações fisiológicas, que por si só, já causam um grande impacto na vida de toda mulher, há ainda questões emocionais relacionadas a essa fase, que marca o final de um ciclo.

O ciclo reprodutor está encerrado, e mesmo para as mulheres que não desejavam mais ter filhos, essa marca da impossibilidade, de algo que é definitivo, pode ocasionar sofrimento. Além disso, muitos outros fatores estão envolvidos, a diminuição da libido, alterações da pele, do cabelo e do peso influenciam na autoestima. O modo de se relacionar sexualmente fica diferente e quando não há a compreensão necessária por parte do companheiro, normalmente surgem conflitos.

As oscilações de humor costumam ser frequentes e podem emergir sentimentos de tristeza, desânimo, ansiedade, dificuldade para dormir e lapsos de memória. Um período marcado por mudanças e turbulências, tal qual a adolescência. A maturidade faz a diferença, mas não impede o sofrimento.

Para muitas mulheres, esse momento coincide com o início da vida adulta dos filhos, o que requer outra mudança subjetiva. A mudança de uma mãe presente com grande participação na vida dos filhos, para uma mãe que não é mais tão solicitada. O que para algumas pode representar liberdade para outras pode ser angustiante.

Para as questões físicas a medicina dispõe de recursos para proporcionar alívio, mas se você sente que os desafios emocionais desse período estão muito intensos, é preciso compreender o que este marco representa para você. Essa é uma fase que precisa de atenção e acolhimento, na análise é possível se reposicionar frente ao amadurecimento.

Por Márcia Costa

Para mais textos desta psicanalista, clique aqui.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *