Olá, me chamo Anderson Henrique Lucht e antes de tudo sou alguém que acredita no poder, na textura e na resistência das palavras! Encontrei a psicanálise enquanto estudava filosofia e literatura na faculdade. Depois de alguns anos um tanto dormente, a psicanálise voltou a me encontrar quando iniciei meu processo de análise pessoal.
Desde então realizo estudos permanentes em grupos e instituições, sendo que neste momento participo de estudos de Cartel na APC.
Minhas trajetórias ao longo do percurso fizeram com que a clínica que realizo esteja profundamente interessada por preocupações de raça, classe e gênero. Acredito que estas categorias cruzam diretamente os modos como somos no mundo e os tipos de dor e sofrimento que produzimos enquanto sujeitos.
Quando me aproximei do serviço CAPS da cidade onde resido, pude acompanhar as angústias dos pacientes que, tantas vezes em grande sofrimento, buscavam um lugar de fala e escuta num sistema muitas vezes burocratizado e distante, ainda que nem sempre por responsabilidade dos profissionais envolvidos.
Faço parte de um Cartel vinculado à Associação Psicanalítica de Curitiba, direcionado à investigação da angústia (na obra de Freud e Lacan) e os modos como ela se faz presente no dispositivo analítico.
Desde o momento que encontrei a clínica psicanalítica até hoje, tenho passado por constantes processos transformativos, seja como analisante, escritor ou pesquisador. Minhas concepções sobre o que, afinal, é a psicanálise, foram mudando ao longo dos anos. Creio que isso seja depoimento do potencial do dispositivo, que, se de um lado demanda uma formação constante, de outro, entrega uma transformação e construção não menos constantes e poderosas.
Busquei a psicanálise num momento de grande dor, sem saber exatamente o que encontraria. Encontrei, mais do que uma abordagem clínica, um modo novo de escuta, capaz de dar atenção ao meu sofrimento e também àquilo que o estruturava. A clínica psicanalítica se constitui como trabalho conjunto entre analista e analisante e é nessa dinâmica que ambas as partes se investem no processo e produzem aquilo que, ao fim e ao cabo, é uma análise. Nunca é um processo pronto, exige tempo e por isso mesmo suas produções são profundas e capazes de alterar de maneira tão decisiva quem se propõe a fazer um tratamento psicanalítico. A psicanálise é construída, assim como cada um de nós, em cima de ecos, palavras e silêncios e é daí que vem o seu alcance.