Muitas vezes, a instabilidade de um relacionamento nos consome não pelo que o outro faz hoje, mas pelo eco que isso causa na nossa história.
Quando nos vemos presos a dinâmicas dolorosas, tolerando o intolerável ou mergulhados na angústia da incerteza, o inconsciente está tentando encenar uma dor antiga que ainda não foi elaborada. Experiências de ausência, silêncios da infância e o medo profundo do abandono ganham roupas novas no presente.
Você não é fraca por não conseguir seguir em frente; você está apenas tentando, sem sucesso, resolver um conflito antigo usando as mesmas defesas de sempre.
Buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas o início de uma responsabilidade afetiva com você mesma. Na análise, transformamos o que é repetição em fala, dando nome à angústia para que ela finalmente pare de ditar as suas escolhas.
Por Cleber Toledo