Talvez você se reconheça nas palavras a seguir:
Existem muitos desafios em lidar com o sofrimento de quem, por diversos meios, chega até a nossa clínica.
Quem vai até um consultório ou se senta diante de uma câmera, traz consigo uma demanda, um sofrimento, algo que contar. O psicanalista não só escuta, mas dá lugar aquele sofrimento, ajudando a situá-lo numa linha histórica, a encontrar outras formas de lidar com ele.
Esse processo produz no sujeito que conta sua história a possibilidade de ligar os pontos entre a dor de hoje e a de ontem, ainda que esse seja um ontem muito remoto e, aparentemente, irrecuperável. É a partir da análise que transformamos nossas dores avulsas em dores de outro tipo, que se conectam e tem histórias a nos contar.
É assim que opera a clínica, a escuta e o cuidado.
Se você está sofrendo sozinho, saiba que pode contar com a minha escuta.
Por Anderson Lucht