Me chamo Martina Sohn Fischer, minha via de entrada na Psicanálise foi através da minha análise pessoal no ano de 2012. Na época, eu cursava Filosofia na UFPR e no decorrer de minha análise, em 2015, escolhi mudar para a graduação de psicologia.
Dei início aos meus primeiros atendimentos clínicos supervisionados no ambulatório de psicossomática da Fundação Pró-Hansen, onde atendi pessoas com depressão e somatização. Já no Instituto São Zygmunt Felinski atendi crianças e adolescentes em sofrimento. Também atendi pacientes no Ambulatório de psicanálise do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie.
Em 2024 retornei para minha cidade natal, Porto União, Santa Catarina, onde sigo com minha clínica.
Atualmente faço parte de um Cartel pela Associação Psicanalítica de Curitiba, dedicado ao trabalho e estudo da angústia e como ela aparece na experiência analítica.
Sou escritora também, então a escrita e artistas estão sempre permeando meus estudos, formação e clínica, neste Cartel estudo algumas obras da escritora Alejandra Pizarnik além de Freud e Lacan. Importante lembrar que a formação psicanalítica é permanente, pois a clínica é viva e transformadora!
A Psicanálise me apareceu como um convite estranho. Foi como ser convidada a algo que eu ansiava mas não sabia o que era e nem como operava. Cheguei até a poltrona do analista desavisada, mas muito curiosa e em sofrimento. Olhei bem ao redor do consultório, o rosto dele e seus gestos. Eu queria ser acolhida, não imaginava que isso implicava em uma escuta, que isso me implicava e que mudaria a minha vida. Dentro do dispositivo analítico as técnicas têm seus movimentos, tempos e espaços próprios. A escuta é uma matéria a ser contemplada, modelada, esculpida,. Exige trabalho de ambos os lados, analista e analisante, caminhando lado a lado. O trabalho de palavrar as coisas é simples e extremamente complexo. A superfície das palavras faz elas trabalharem e com isso o insuspeitável irrompe, é um trabalho de artesão do dito e do não dito.
Eu sou imensamente agradecida por aquele convite estranho lá do começo, sem ele eu não seria…