A infância é essencial para a formação do sujeito. A criança aprende sobre o mundo através da mediação simbólica: adultos ajudam a dar sentido às suas ações, sentimentos e experiências, ensinando regras e nomeando emoções (Faria, 2021).
A criança começa a formar sua imagem de si mesma ao se reconhecer no espelho e perceber como é vista pelos outros. Essa experiência ajuda a organizar suas identidades e sentimentos, mostrando como ela se relaciona com o mundo e com as pessoas ao seu redor (Faria, 2021).
As funções parentais são essenciais para que a criança desenvolva segurança, limites, referência simbólica. Elas ajudam a criança a compreender regras, relações sociais, fundamentais para os processos de subjetivação (Faria, 2021).
A análise com crianças oferece um espaço seguro para ela explorar conflitos, medos, demandas. O foco é a experiência da criança, permitindo que ela construa recursos próprios para lidar com emoções e situações desafiadoras (Faria, 2021).
A infância é o momento em que a criança começa a se conhecer e organizar suas emoções. O apoio das funções parentais e o espaço da análise ajudam-na a sentir-se segura, compreender suas emoções e crescer como sujeito (Faria, 2021).
Por Ray Santos
Referência:
Faria, Michele Roman. Introdução à psicanálise de crianças: o lugar dos pais. São Paulo, SP: Toro Editora, 2021.