Equalizar as diferenças no relacionamento representa um enorme desafio e é um tema recorrente na clínica.

Sinteticamente, a nossa vida amorosa perpassa por dois aspectos, primeiramente sobre como escolhemos nossos objetos de amor e como esse amor se mantém, ou não. A teoria psicanalítica compreende que toda experiência de amor é narcísica.

“Amamos alguém que é como nós, alguém que é como nós fomos, ou alguém que gostaríamos de ser” (Dunker, 2016)

O primeiro movimento é esse de IDENTIFICAÇÃO, em seguida nós atribuímos ao objeto amado, todas as qualidades que nós imaginamos e gostaríamos que ele tivesse.

E isso se chama IDEALIZAÇÃO.

Esperamos no outro, um certo espelhamento da nossa vontade.

Quando surgem as divergências de opiniões, esses mecanismos de identificação e idealização são quebrados.

Isso pode ser interpretado e sentido, como uma ameaça ao próprio ego.

O laço se sustenta quando superada a idealização, o ego não se fixa em uma posição narcísica, se transpõe para uma posição de alteridade.

Reconhecendo no outro (que é diferente) alguém para amar e ainda se enriquecer pela troca de ideias e experiências novas.

Por Márcia Costa

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