Sempre gostei de sol. E de luz, da claridade. Jamais imaginei que pudesse estar buscando, como hoje, as sombras e, por vezes, o escuro.
Luz virou um excesso. E estou falando das luzes artificiais, que têm chegado de tantas telas. São elas, que em excesso, têm me feito, quere-las distante.
Essas, são luzes que apagam, não acendem absolutamente nada.
Ando com a impressão de que tudo está cheio, o tempo todo. De luzes, imagens, informações, enfim, de tudo o que tem circulado e que tem sido veiculado. Uma impressão de que virou quase tudo, uma mesma e indistinta COISA, se observarmos devagar e melhor.
Tenho buscado a diferença diante daquilo que as próprias luzes vêm tentando apagar. Luzes que se misturam e misturam quase tudo, como se estivessem num balaio de mais do mesmo.
É preciso uma distância para ob-servar e não servir. Observar o quanto tem ficado difícil separarmos o joio do trigo. Afinal, uma erva daninha que cresce entre as outras plantas, pode prejudicar toda plantação, desfigurando-a.
E, se não ob-servamos esse movimento com alguma antecedência, mínima que seja, pode não dar tempo de salvar a plantação.