O amor é atravessado pela linguagem, pelas marcas do tempo em que estamos inseridos.
Já foi concebido como destino, sacrifício, transcendência — como crescemos vendo representado nos livros, filmes e músicas. Hoje, muitas vezes, o amor aparece associado à realização pessoal ou mesmo ao consumo.
Apesar das múltiplas formas de se falar sobre o amor, na experiência cotidiana percebemos que o desejo que nele se envolve jamais se satisfaz por completo. O outro — objeto de amor — permanece como enigma: não é possível compreendê-lo ou possuí-lo inteiramente.
Amar é um ato singular; não existem fórmulas. Cada um inventa sua maneira de amar, lidando com a própria falta, com os mistérios do outro e com os laços sociais próprios ao seu tempo.
Verdade mesmo. É bem complicado amar. Queria que fosse como nos contos de fadas, rsrsrs.