Você já reparou que a maioria das músicas só falam de amor?
Geralmente são sobre se apaixonar, encontrar alguém, ou então sobre sofrer de coração partido, perder um amor. Para os mais racionais, poderia parecer um pouco estranha essa constatação. Que coisa mais esquisita, esse ser praticamente o único tema das canções. Poderia, porque basta passar por alguma dessas experiências para que as músicas façam todo o sentido do mundo.
A questão não é bem que elas só falam de amor, é que esse é um tema central na vida de cada um, as músicas são apenas uma tradução. Aqueles que cantam colocam o amor em palavras para aqueles que sentem mas não conseguem expressá-lo. As canções podem, assim, tocar no brilho do amor, esse brilho tão fugaz que é perseguido pelos músicos, dito de inúmeras maneiras. Uma tentativa de declarar, registrar, a existência do que é tão efêmero, porém constante.
Você já sentiu o amor escorrendo entre os dedos da mão? Ele é de escapar, difícil de compreender. Mas ocupa um lugar, e seu lugar se faz presente. É disso que as canções falam, do eterno mistério do amor, o que está ali escapando e o que escapa estando ali. Para aquele que ama, nunca basta. E quando não se ama… parece que só o amor bastaria. Mas será que é possível segurar o amor entre as mãos e resolver esse mistério?
Como um pássaro, o amor pousa nas mãos. Encontrar alguém, ter um relacionamento, viver um romance, não solucionam essa efemeridade. E se parecem solucionar, esse pode ser um engano perigoso, segurar muitas vezes faz o amor escorrer ainda mais rápido. Como o fogo que precisa do ar para se alimentar, o amor precisa de espaço para não se apagar. Não é que não seja possível manter o amor, é que faz parte da manutenção deixar o amor ser.
O amor não tem resposta exata, mas tem pergunta constante. Antes de tentar responder o que é o amor, talvez valha mais a pena continuar se perguntando. Para você, o que é o amor?